O segundo dia foi incrível.
Pela manhã, encaramos o frio e um chuvisco quase contínuo que deixou todas as ruas úmidas e o céu cinza para encontrar a casa de
Charles Dickens, transformada atualmente num museu sobre o escritor. Foi um passeio muito, muito interessante, porque saímos do 'circuito' turístico e tivemos algumas boas surpresas pelo caminho.
As duas primeiras foram os
jardins que descobrimos completamente ao acaso.
Estávamos caminhando e nos deparamos com uma entrada bem simples, pequena, e o que parecia ser uma área verde depois do portão. Entramos. Não dava para saber se era propriedade particular, então decidimos arriscar (ainda bem!). O lugar estava completamente vazio, de modo que pudemos explorar, tirar fotos e ficar bem a vontade ali. Olhamos pelos vidros de uma casa localizada dentro jardim e deduzimos que ali também funcionava uma espécie de creche para crianças, dada a quantidade de desenhos infantis e brinquedos contidos no espaço mas, àquela hora estava fechada.
Quando estava fotografando Fábio embaixo da ponte (essa da foto), passaram alguns rapazes de aparência não muito amigável, que balbuciaram, num tom meio provocador, algumas palavras que não fomos capazes de compreender. Confesso que fiquei um pouquinho apreensiva nesse momento, mas os rapazes tomaram seu rumo e nós decidimos ficar mais um pouco por lá. Percebemos que o jardim dava passagem para uma outra área do bairro e, depois de mais algumas fotos, saímos por onde entramos e seguimos nossa rota para, logo em seguida, encontrar um outro jardim.
Na verdade, era um antigo
cemitério, com poucas lápides de pedras e, novamente, uma boa área verde. Lugar calmo, com alguns moradores (uma moça e um rapaz, separadamente) passeando com seus cachorros, um homem enrolando pacificamente seu baseado e a gente. Foi ali que percebi algo comum nas placas de entrada dos parques e jardins: um reloginho 'analógico' com a indicação de horário de fechamento do parque.
Ao redor de todo o cemitério, habitações normais. Interessante pensar que um cemitério é, também, a paisagem para onde muitas pessoas dirigem o olhar de dentro de suas casas.
O museu
Charles Dickens fica numa casa típica da época vitoriana e tem pouca visibilidade por ali. Tanto que demoramos um pouco para encontrá-lo porque, embora Fábio estivesse seguindo a direção certa, paramos para perguntar sobre o tal museu para pessoas do bairro: uma delas simplesmente não fazia idéia de onde ficava e a outra nos disse para ir na direção contrária.
Mais uma vez acho importante falar sobre a abertura e a simpatia dos ingleses. Sempre que pedimos informações fomos muito bem tratados. No caso do rapaz que nos disse pra ir para o lado errado, ele chegou a pegar o celular para consultar a melhor rota. Sim, esses são os ingleses de quem já ouvimos, tantas vezes, falarem mal, os ingleses antipáticos, os ingleses que param o que estão fazendo para explicar uma coisa que não sabem a dois completos e estranhos estrangeiros.
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| Concentradíssima no café da manhã! |
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| Veridiana Potter, rumo a Hogwarts!! |
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| pose |
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| pose |
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| o 1º jardim |
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| bucólico. |
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| a ponte do 1º jardim |
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| mais perto. |
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| gostei da árvore e das janelas atrás. |
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| o 2º jardim/cemitério |
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| Túmulos |
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| plaquinha de entrada |
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| amei essa árvore. |
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