A corridinha no Regent’s Park foi só um 'aquecimento', pois tivemos um dia bem cheio.
Como optamos por não perder tempo/dinheiro com coisas que, para nós, não têm tanto valor, Fábio organizou nossa caminhada de modo que ao menos passássemos pelas tais atrações, para ter o gostinho e ver qualéqueera. Se rolasse uma paixão súbita, nada nos impediria de mudar de ideia e desembolsar umas boas libras a mais pra conhecer. O bom é que a gente já se conhece suficientemente bem e isso não aconteceu, nem comigo, nem com ele, então apenas fotografamos alguns pontos, que seguem.
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| Elementar, meu caro Watson! - estátua do Sherlock Holmes. |
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| Mapa pertinho da estátua do Sherlock. ...eu meio que obriguei o Fábio a posar pra essa foto. |
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| Madame Tussauds. Uma fila imensa para entrar, vontade zero de esperar e menos 10 de ver o que tinha lá dentro. |
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| Igreja pequena que encontramos no caminho, cujo nome não me lembro. Quase compramos um café num carrinho que ficava ali na entrada(clica na foto que, com ela maior, dá pra ver!), mas desistimos. |
Pausa para a chuva (tivemos muitas depois desse dia).
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Seguíamos pelo caminho que nos levaria a St. Paul Cathedral, mas começou uma chuva bem chata que nos fez parar por alguns momentos, para nos escondermos da água. A primeira parada foi num prédio que parecia desativado, pois não havia movimentação alguma em sua entrada. Dali, vimos um homem que provavelmente vinha de algum país vizinho (França?) fazer barbeiragens ao estacionar seu carro e, quando nos cansamos de ficar parados, caminhamos mais um pouco, 'estacionando' debaixo da cobertura de uma Pret a Manger. Lá dentro, homens de terno preto e mulheres bem vestidas lanchavam, enquanto a gente alternava entre olhar pra dentro e ver o povo comendo e olhar pra fora e ver as diversas formas dos londrinos encararem a chuva - tão acostumados com o clima que pareciam impermeáveis.
Quase irritados por ter nosso passeio interrompido, arriscamos nos molhar e fomos parar uns 300 metros depois, numa outra igreja, onde fomos gentilmente acolhidos. A porta estava entreaberta e a única pessoa lá dentro, no escritório, era uma senhora de meia idade que me deixou usar seu banheiro – alguém aí falou que ingleses não são legais?
Passamos algum tempo lá dentro, conversando baixinho, olhando os detalhes – a igreja parecia um clube de oficiais, tinha diversos nomes gravados em placas e, na frente dos bancos, almofadinhas para tornar as orações mais confortáveis (por que não fazem isso aqui?).
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| almofadinhas. |
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| cada uma com um bordado diferente. |
Cansados de ter a chuva no comando, saímos e encaramos a realidade: quem está na chuva é pra se molhar. Passamos então pela St. Paul Cathedral, que é realmente muito bonita, mas não entramos.
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| se não me engano, isso aqui era tipo um Tribunal ou escola de Direito. |
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| um doce para aquele que adivinhar quem tirou essa foto! |
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| enfim, St. Paul Cathedral |
Dali, não sei dizer como, acabamos chegando em Petticoat Lane Market, um lugar que não nos pareceu nada turístico mas nem por isso menos interessante. Ruas com pequenas lojas e barraquinhas de comidas típicas de diversos lugares e, também, lojas e barracas de roupas – foi lá que comprei meu trench coat de Didi Mocó (fotos ainda neste post).
Ficamos encantados com esse lugar, porque praticamente todos que vimos por lá eram imigrantes. Paramos numa barraca de comida indiana e comemos ‘samosas’, que são salgadinhos com recheio de vegetais e temperados com muito curry – muito bom! Pena que tiramos poucas fotos.
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| barraquinhas sendo montadas. |
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| bendita plaquinha pra ajudar a lembrar... |
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| Nos perdemos nos prédios atrás desse aí, foi bem divertido. |
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| bora pegar o metrô! |
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| Liverpool Street Station |
Quando eu digo que a parte mais legal das viagens é viver e sentir os lugares me dá um pouco de vontade de explicar o significado disso. Não acho que seja possível, porque cada um sente as coisas de um jeito e, de repente, o que pra gente é viver e sentir um lugar, pra outra pessoa pode significar lhufas.
Mesmo assim, vou tentar.
Quando eu tinha 15 anos, numa semana de Natal, saí pra tomar sorvete com minha amiga Erika - a gente sempre ia na Biju, uma sorveteria tradicional da cidade, e foi o que decidimos fazer aquela tarde. Acontece, e é assim até hoje, que a Biju não abre quando os clientes querem, a Biju abre quando as donas estão com vontade de abrir, e naquela época a gente nem se deu ao trabalho de cogitar isso.
O que eu sei é que chegamos lá depois de uns vinte minutos de caminhada e a sorveteria estava fechada. Sem nada ao redor que pudesse substituir o sorvete, o jeito era voltar pra casa, então demos meia volta pelo mesmo caminho de onde tínhamos vindo.
Segundos depois da decisão da meia volta começou uma chuva que o Fábio chamaria de épica e nós duas fizemos o que seria mais certo numa situação como aquela: nos deixamos molhar, tiramos os sapatos e brincamos na enxurrada.
Isso aconteceu há 19 anos (meu deus!) e tenho a impressão que daqui a 79 anos ainda vou me lembrar com a mesma alegria, o mesmo carinho e a mesma saudade...
Assim, também, é com as viagens, com o 'viver e sentir' os lugares por onde passamos - os percursos não planejados, os momentos de cansaço em que simplesmente nos sentamos na sarjeta para dar um tempo antes de seguir adiante, o xixi no banheiro da igreja vazia, uma corrida num parque bonito num dia frio, os momentos nos escondendo da chuva.
Por isso não sinto o menor remorso de ter aberto mão de lugares como Madame Tussauds, Tower of London, London Eye, entre outros.
Mas, veridianices à parte, prossigamos.
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| Tower of London - pera, cadê a 'tower'? |
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| Tower Bridge |
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| perspectiva |
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| turista |
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| meu lindo. |
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| resultado da primeira foto. |
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| de longe. |
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| tava frio. |
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| Prazer, Didi Mocó! |
Chegamos para comprar as entradas e tinha um francês muito mal educado, repetindo diversas vezes que não falava inglês e, portanto, não conseguia entender que não seria possível adentrar o local com o carrinho de bebê. Deu vontade de dizer: peraí que a gente traduz pra você!
Obstáculos franceses ultrapassados, subimos as escadas (sim, escadas!), vimos um filminho que explicava toda a historia, passamos por uma galeria de fotos com diversas pontes de diversos países, descemos até as engrenagens, e saímos. Foi um passeio interessante, mas preciso confessar que eu queria mesmo era que a ponte se abrisse enquanto a gente estivesse lá na torre, pra vermos a coisa toda acontecer. Não rolou, uma pena, rs.
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| do outro lado da torre, depois da visita. |
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| sâmo lindo? |
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| bonita, né? |
Do outro lado da Tower Bridge há um espaço bem legal, que deve ter nome mas eu não me lembro, rsrs.
Ficamos por lá um tempo, Fábio sentou pra 'descansar', tirei umas fotos e andamos mais um pouco.
Nosso próximo destino era Camdem - a idéia era conhecer o lugar, jantar (queríamos conhecer os famosos Fish and chips) e aproveitar um pouco a noite. Como não tínhamos almoçado, estávamos bastante ansiosos e foi meio chato ficar caçando um lugar que nos agradasse, mas acho que não poderíamos ter feito melhor escolha.
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| botando banca. |
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| bom moço. |
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| não sou só eu que fico feliz com comida. |
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| melhor não comentar essa foto. |
Aproveitamos bem pouco esse finzinho, porque depois da comida deu uma canseira bruta. Além do que, as lojinhas todas já estavam fechando, então decidimos voltar no dia seguinte, para conhecer melhor, com mais tempo e energia.


















































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