Começa aqui!

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5 de fev. de 2014

pequenas alegrias e grandes oportunidades.

De uns tempos pra cá andei meio dominada por uma tristeza chata. Qualquer coisinha me fazia chorar, qualquer coisinha – até algo bom – me fazia sofrer. Até que me perguntaram: por que você busca tanto esse sofrimento? Pra quê sofrer desse jeito? Não encontrei todas as respostas, só algumas, mas foi depois desse chacoalhão que decidi fazer uma forcinha para sair dessa melancolia – que a vida inteira eu insisti em chamar de companheira. Tchau, amiga, nosso tempo foi bom, mas é chegada a hora de fazer novas parcerias.

Percebi, então,  tristonha que estava, que escrever sobre a viagem, dependendo do dia, também me deixava um pouco triste - porque sentia saudade, porque tudo aquilo que foi tão bom tinha acabado, porque não sei quando terei nova chance de experimentar esses lugares por onde passamos. Burrice pura. Ficar triste só me faz perder a chance de, em revivendo os lugares, buscando as lembranças, sentir saudade, sim, mas com o prazer de quem segue sereno sabendo que tudo se transforma a todo instante e que as oportunidades surgem quando abrimos nossos olhos para enxergá-las.

Depois do Dickens Museum, fomos para o British Museum. Não me lembro se pegamos metrô ou se fizemos todo o trajeto a pé, mas lembro bem de um longa caminhada e da sensação boa de andar por aquelas ruas. Próximas ao museu, várias lojinhas de souvenirs e uma loja cheia de agasalhos de cashmere, cachecóis quentinhos, xadrezes, agasalhos, tudo lindo, tudo caro. Eu já estava sentindo mais frio que o desejado e cheguei a cogitar comprar alguma coisa, mas minha consciência me fez acordar e não gastei nadica de nada ali.

O museu tem acesso gratuito, embora eles fiquem vendendo mapas logo na entrada por, se não me engano, 3 libras. A gente acha que os mapas vão nos auxiliar com informações sobre o local (a pessoa que vende não explica nada e nem faz questão de), vão ajudar a nos localizarmos e compra no impulso para, logo em seguida, descobrir que o mapa comprado oferecia informações rasas sobre algumas das exposições em andamento e há um mapa gratuito e mais completo. Sim, aconteceu com a gente.
Acho que nunca fui a um museu tão grande como o British. Há tantas, mas tantas, salas que não é difícil se perder. Eu mesma fiquei meio confusa num momento em que fui ao banheiro - na volta, não sabia bem para que lado devia ir e a 'minha sorte' foi que as salas têm paredes em cores diferentes, como se fossem alas, tipo ala laranja, ala vermelha, ala azul, e graças às cores consegui voltar e procurar pelo Fábio.

Vimos coisas interessantes por lá, coisas bem antigas, de outras civilizações, mas eu acabei  prestando maior atenção às pinturas. Ainda assim, confesso: o lugar era tão grande, e tão, tão, tão cheio de gente, que me cansei logo de tudo.
Vale demais a visita, mas vale também ir com tempo e bastante paciência, porque tem muita coisa.

Sobre o banheiro: acho que, depois de Praga, no monte Petrim, o banheiro do British Museum foi o pior. Sobre este segundo falo agora (o de Praga vai ter de aguardar a vez): diferente de todo prédio e suas infinitas salas de exposições, amplos, arejados, iluminados, o banheiro era pequeno, apertado, completamente abafado e fedido. Eca!





:)


pra ter uma noção do tamanho.

Pausa para um lanche, muito gostoso com rúcula e sei lá mais o que, que compramos nas tais lojinhas de take away*. De lá, fomos ver o Marble Arch e paramos ali mesmo para comer. Assim como os locais sentamo-nos numa muretinha e desfrutamos nosso almoço ao ar livre, vendo as pessoas passarem, olhando o verde do Hyde Park e nos compadecendo de um casal de japoneses que penou horrores para conseguir retirar duas bikes de aluguel (a coisa é toda automatizada, você paga o valor por um período e, com uma chavinha, consegue soltar a bike do 'estacionamento', não tem ninguém para orientar, nada). Quase fomos tentar ajudá-los, mas achamos melhor não interferir e cuidar de nosso almoço. :p

*revendo as fotos encontrei um dos nomes das tais redes. esse que compramos nas fotos abaixo foram na Pret A Manger


Marble Arch


feliz com minha comida e as bikes de aluguel pertinho da gente.



Convent Garden foi nossa próxima parada e é preciso dizer: A-M-E-I.

Logo de cara já passamos por algumas barraquinhas de 'feira' cheias de frutas frescas (compramos morangos e cranberries – ai, que saudade dos cranberries!).
Cruzamos com muita gente, é verdade, mas o lugar é isso mesmo, uma multidão de pessoas, diversas lojas, de todos os tipos – grandes marcas famosas (e caras), algumas perfumarias (cujos nomes eu não vou lembrar, mas me pareceram como que franquias), souvenirs, obras de artistas locais, shows de rua, e um 'mercadão' (Jubilee Market) com tudo o que se possa imaginar.
Comprei um cachecol (que foi muito útil ao longo do resto da viagem) e também passamos por uma espécie de cerimônia de lava pés mãos. Explico: numa das barracas, havia um homem vendendo um sabonete feito com sal do mar morto (!!); para entender o que ele estava falando (porque, óbvio, assim como nós, o sujeito não era inglês) foi um parto mas, depois de estabelecida a comunicação, ele insistiu em lavar nossas mãos com o tal sabonete que era também esfoliante - queria que comprássemos porque aquilo fazia, comprovadamente(?), muito bem para o corpo todo. Reforçou a necessidade de, periodicamente, fazermos esfoliação da pele para liberarmos a células mortas e disse que aquele sabonete era a grande maravilha do universo, com bons resultados garantidos.
Olha, o sujeito era muito insistente bom vendedor, e o cheiro bom do sabão e a maciez de minha pele pós lavagem me deixaram com vontade de comprar.  Mas o negócio era caro demais (acho que 30 libras que foram caindo até chegar nos 20 com mais algum produtinho incluído) e, portanto, não comprei.
Ainda bem, porque depois da 'cerimônia' bastou lavar minhas mãos uma única vez com sabonete normal para que elas ficassem extremamente ressecadas.

na estação de metrô.

muita, muita gente. 

Estava tendo um show de rua

dentro do mercado.

a fachada do Covent Garden Market

o mercadão - Jubilee Market - onde lavamos nossas mãos.

dentro do Jubilee Market
Demos uma passada pela National Gallery, mas já estava fechada. Então tiramos umas fotos por lá, na Trafalgar Square, e fomos passear pelo Soho, entramos no bairro Chinês (fiquei com vontade de entrar em vários restaurantes pra comer, rs) e, depois, ficamos boquiaberto com a grande quantidade de Pubs espalhados pelo local.
Fim de tarde, hora do happy hour, né? O povo todo bebendo em pé, nas calçadas estreitas. Depois das andanças, encontramos um pub bem legal pra tomar nossa primeira PINT, acompanhada de uma duas pizzas deliciosas.


National Gallery



Trafalgar Square

Trafalgar Square

Leões

Chinatown

um pub

outro pub

nosso pub


criança feliz!

delícia!





Encerramos a noite com um passeio de ônibus pela cidade. Já eram mais de nove da noite, tava um frio considerável e chegamos correndo ao ponto de onde partia o bus. O trajeto abarcava os pontos turísticos, como é de se esperar.





voltando para casa, olhos vermelhos de frio e cansaço e o cachecol novo. 

Green Park - parada final do bus, onde pegamos o metrô pra 'casa'.


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