Acontece que eu não tinha dinheiro pra viajar e nem idade pra saber direito o que era esse Amor com que sonhava. Aos 15 anos a gente não sabe muito sobre nada, então eu só sonhava, mesmo.
O tempo passou e a menina cresceu, mas o sonho não foi esquecido - só adormeceu e se apequenou diante da vida adulta, cheia de obrigações e chatices das quais não se pode fugir. Mesmo assim, o coração continuava a bater forte sempre que uma nova luz se acendia ao imaginar um novo destino (Machu Pichu, Cartagena, Buenos Aires, Moscou, Dublin...). Faltava coragem. Faltava o pontapé inicial.
Um dia, caminhando meio sem rumo, ganhei um presente: encontrei um viajante solitário que aceitou minha companhia.
Eu pedi e ele me levou pra Cartagena. E foi aí que descobri que era muito, muito mais gostoso sonhar junto. Não só com um lugar, mas com o Mundo, que é tão grande e não cabe, discordando do poeta, numa janela sobre o mar.
Chegamos, então, a Londres.
O resto vai ser história.
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Um comentário:
AI, me emocionei e me identifiquei....
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